terça-feira, 13 de setembro de 2011


Ah, seu eu soubesse sambar
Todas as noites seriam terça feira
Todo feriado Carnaval
E toda tristeza apenas uma máscara
Pintada no rosto de um Pierrô iludido
Encenando um amor impossível
Pela faceira Colombina
Se eu soubesse sambar...
Nem a lágrima mais doída
Nem todas as feridas da vida
Seriam pàreas,
para o ricochetear incessante
De meus pés pela avenida
E viria gente de todos os cantos
Gritando para todo o mundo:
"Abram alas, abram alas! Eis aqui um homem de verdade!"
E a festança acabaria em muita cerveja
Eu me enrabicharia com a mais bela das concubinas
E os batuques ao meu redor se fariam mais fortes
E seriam ouvidos em qualquer parte da terra
E nada mais importaria
Se eu soubesse sambar...
(Jefferson Beatnik)

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